A escolha entre aço galvanizado e Galvalume é uma das decisões técnicas mais frequentes em obras de cobertura no Brasil. Os dois revestimentos protegem o aço-base contra corrosão, mas usam químicas diferentes — e essa diferença determina a vida útil, o custo e o desempenho do telhado em cada ambiente. Este guia compara os dois materiais com base nas normas ABNT NBR 7008 e NBR 15578 e mostra quando cada um é a escolha certa para coberturas industriais, comerciais e residenciais.
Resumo técnico
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Galvanizado = aço revestido com zinco puro (NBR 7008 / ASTM A653).
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Galvalume = aço revestido com liga de 55% alumínio + 43,4% zinco + 1,6% silício (NBR 15578 / ASTM A792).
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Em ambientes externos agressivos, o Galvalume oferece vida útil estimada até quatro vezes superior ao galvanizado.
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O galvanizado tem melhor soldabilidade e custo inicial 10–20% menor.
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Para coberturas no litoral, na Amazônia ou em áreas industriais: Galvalume.
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Para estruturas internas, peças soldadas no campo ou orçamentos restritivos: galvanizado.
O que é o aço galvanizado
Aço galvanizado é o aço-carbono que recebe um revestimento de zinco aplicado por imersão a quente ou por processo eletrolítico. O zinco protege o aço por dois mecanismos: forma uma barreira física contra o oxigênio e a umidade e atua como ânodo de sacrifício — corrói antes do aço-base, mesmo em pontos de corte ou risco.
A norma brasileira de referência para chapas e bobinas é a ABNT NBR 7008, equivalente à ASTM A653. A camada de zinco é classificada por gramatura em g/m², com as designações comerciais mais comuns:
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Z100 — 100 g/m² (uso interno, baixa exposição)
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Z180 — 180 g/m² (uso geral)
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Z275 — 275 g/m² (uso externo, alta durabilidade)
Existem dois processos principais: a galvanização a quente, com imersão em zinco fundido a cerca de 450 °C, e a galvanização a frio, feita por aplicação eletroquímica ou pintura rica em zinco. Quem busca um guia completo do aço galvanizado encontra as aplicações detalhadas.
O que é o aço Galvalume
Galvalume é uma marca registrada que designa o aço revestido com a liga de 55% alumínio, 43,4% zinco e 1,6% silício, aplicada também por imersão a quente. A norma brasileira é a ABNT NBR 15578, equivalente à ASTM A792. Composição confirmada pela especificação da ArcelorMittal Brasil.
A combinação dos dois metais une o que cada um faz melhor:
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O alumínio forma uma camada passiva extremamente estável, que resiste a temperaturas elevadas e à corrosão atmosférica.
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O zinco mantém a proteção catódica em pontos de corte e risco.
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O silício melhora a aderência da liga ao aço-base.
As gramaturas comerciais mais usadas são AZ150 e AZ185 (g/m² da liga combinada).
Comparativo técnico — galvanizado x Galvalume
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Critério |
Galvanizado |
Galvalume |
|---|---|---|
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Composição do revestimento |
100% zinco |
55% Al + 43,4% Zn + 1,6% Si |
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Norma brasileira |
ABNT NBR 7008 |
ABNT NBR 15578 |
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Norma EUA |
ASTM A653 |
ASTM A792 |
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Vida útil em atmosfera rural |
longa (estimativa setorial: 30–40 anos) |
longa (estimativa setorial: 60+ anos) |
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Vida útil em atmosfera marinha/industrial |
reduzida |
até ~4× superior ao galvanizado (Englert) |
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Resistência ao calor contínuo |
até ~200 °C |
até ~315 °C |
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Refletividade térmica |
média |
alta |
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Soldabilidade |
boa |
limitada |
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Custo inicial |
menor |
10–20% maior |
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Aspecto visual |
brilhante, com flores de zinco |
fosco prateado |
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Reciclabilidade |
100% |
100% |
Quando escolher galvanizado
O aço galvanizado continua sendo a escolha técnica e econômica em vários cenários:
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Estruturas internas e cobertas sem exposição direta à chuva.
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Peças que serão soldadas no campo, já que a soldagem do Galvalume libera vapores de alumínio e exige procedimentos específicos.
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Galpões fechados, dutos de ar-condicionado e calhas em zonas secas.
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Projetos com orçamento restritivo, em que o custo inicial pesa mais que o ciclo de vida.
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Aplicações tradicionais que exigem a estética brilhante das flores de zinco.
Quando escolher Galvalume
O Galvalume vence em qualquer cenário com agressividade ambiental ou exposição prolongada:
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Coberturas externas em geral, especialmente em telhas trapezoidais e onduladas.
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Litoral, Amazônia e regiões com alta umidade ou maresia.
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Áreas industriais com SOx, NOx ou cloretos suspensos no ar.
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Telhados expostos a sol intenso, em que a refletividade térmica reduz a carga térmica do edifício.
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Painéis termoacústicos e fachadas metálicas que precisam de alta durabilidade estética.
Como escolher na prática: framework por região
A regra prática que aplicamos em projetos de cobertura no Brasil é cruzar a região climática com o tempo de vida desejado:
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Litoral norte (AM, PA, AP, MA) e demais zonas costeiras: Galvalume sempre. Maresia + umidade tornam o galvanizado inviável a longo prazo.
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Zonas industriais com poluição ácida: Galvalume.
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Sul e Sudeste interior, baixa agressividade: galvanizado pode ser suficiente — verificar a classificação atmosférica do local.
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Galpões cobertos sem exposição direta: galvanizado resolve.
A espessura recomendada para telhas é de 0,43 mm a 0,80 mm, conforme a ABNT NBR 14513 (ondulada) e NBR 14514(trapezoidal). Para um panorama dos formatos disponíveis, vale conhecer os tipos de telhas metálicas usados no mercado brasileiro.
O Galvalume enferruja?
Sim, o Galvalume pode oxidar em condições específicas, e ignorar isso é um erro comum em projetos. A liga é altamente resistente, mas não imune. Os pontos críticos são:
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Cortes e furos sem proteção — a borda exposta perde a barreira de alumínio. O zinco da liga compensa parcialmente, mas em chapas finas a proteção catódica tem alcance limitado.
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Contato direto com cobre, chumbo ou grafite — provoca corrosão galvânica acelerada.
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Acúmulo de água parada e detritos orgânicos — em telhados com inclinação inadequada ou sem manutenção.
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Riscos profundos no revestimento durante o transporte ou montagem.
A solução é usar parafusos compatíveis (nunca cobre), aplicar selante nos cortes e respeitar a inclinação mínima de 5% para escoamento.
Custo: o Galvalume vale o investimento?
O Galvalume custa em média 10% a 20% mais que o galvanizado equivalente em gramatura comparável. À primeira vista, parece caro. Mas o cálculo certo é o custo total de propriedade (TCO), que inclui troca, manutenção e perdas por corrosão prematura.
Em projetos com horizonte de 20 anos ou mais, em ambiente externo, o Galvalume costuma sair mais barato no fim — porque você não troca o telhado no meio do caminho. Em galpões internos com baixa agressividade, o galvanizado mantém a vantagem econômica.
A diferença real de preço também varia conforme a gramatura: uma chapa galvanizada Z275 e uma chapa Galvalume AZ150 podem ter custos próximos, com vida útil bem distinta.
Galvalume e galvanizado na Steel Amazônia
A linha da Steel Amazônia inclui as duas opções para projetos em todo o Brasil:
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Chapas Galvalume e Galvanizadas conforme NBR 7008 e NBR 15578, espessuras de 0,40 mm a 3,00 mm (galvanizada) e 0,40 mm a 0,80 mm (Galvalume).
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Telhas onduladas e trapezoidais conforme NBR 14513 e NBR 14514, em ambos os revestimentos, com acabamento natural ou pintado.
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Telhas termoacústicas (sanduíche) com núcleo isolante, ideais para galpões industriais e câmaras frigoríficas.
Atendemos toda a região amazônica e o restante do Brasil com logística adaptada — fator decisivo em projetos no Norte, onde a maresia e a umidade exigem o revestimento certo desde o início.
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